domingo, 13 de julho de 2014

Corridas Históricas - F1 #2 - GP Alemanha 2000



 Alô, amigos do Corridas Históricas do Automobilismo. Hoje, o 2º post também é dedicado a Fórmula 1 (não quer dizer que outras categorias não serão lembradas). E outro GP histórico, especialmente pra nós, brasileiros. Ou vai dizer que você não se lembra do Grande Prêmio da Alemanha de 2000?

 Na época, o campeonato estava com o equilíbrio comendo solto. Michael Schumacher tentava esquecer os fracassos de anos anteriores (especialmente a partir de 1997), Mika Häkkinen tentava ser o 1º piloto campeão mundial 3 vezes consecutivas desde Juan Manuel Fangio nos anos 50, David Coulthard tentava recuperar seu espaço perdido por Mika em anos de McLaren e Rubens Barrichello, novato na Ferrari, correndo por fora, buscava aprender e conseguir seu grande objetivo inicial: vencer pela 1ª vez na carreira.

 Vencer. Naquela época, essa palavra não estava muito ligada ao Brasil na Fórmula 1. Depois da última vitória dos nossos até então, com Ayrton Senna no GP da Austrália de 1993 (!!!), aconteceu de tudo. Senna morreu, Barrichello e muitos outros tentaram preencher seu espaço (sem sucesso), os brazucas passaram anos amargando posições medianas em várias equipes e a tão sonhada vitória batia na trave em várias ocasiões (Spa/1994, Interlagos/1996, Magny-Cours/1999,...). Era uma época que, também pela falta de espaço (gerar pilotos e obter patrocínios como antes se tornou algo bastante árduo, especialmente após a morte de Senna - que causou uma brusca queda de interesse), muitos migraram para os Estados Unidos, especialmente para a Fórmula Indy (lembram-se do Emerson Fittipaldi, quem começou tudo? Ele levou o bonde inteiro). Era o “sonho americano” se tornando realidade.

 Porém, Barrichello decidiu mudar tudo ao receber o convite de sua vida. Durante a temporada de 1999, enquanto produzia milagres com a Stewart Grand Prix (que em 2000 virou Jaguar e em 2005 virou uma tal de Red Bull Racing, já ouviu falar?), começou a ser assediado por muitas equipes. Recebeu uma oferta para correr na McLaren, e pretendia aceitar na hora, até chegar em sua caixa de correio uma carta diretamente de Maranello. O sonho de quase todos os que chegam na Fórmula 1, pilotar para uma equipe como a Ferrari, para o brasileiro, era algo real. Ocorreu quase que uma troca (com um pouco de compensação financeira), com Barrichello indo para a Ferrari, e Eddie Irvine, que quase foi campeão com a Scuderia em 1999 (assunto futuro aqui, com certeza), indo para a Jaguar em 2000.

 Mas ela, a tão sonhada vitória, teimou em aparecer. Naquele ano 2000, ela parecia nunca chegar. Na Austrália, perdeu nas paradas pra Schumacher. Na Inglaterra, fez a pole, mas teve problemas hidráulicos e abandonou. No Canadá, dobradinha da Ferrari, vendo novamente o alemão na ponta. A vitória, aquela, não vinha de jeito nenhum. E, no consenso de quase todos, ela definitivamente não viria na Alemanha, 11ª etapa daquele mundial.

 Especialmente com a gana dos 3 primeiros colocados naquele final de semana. Michael Schumacher, líder, 56 pontos, corria em casa, em Hockenheim, com a enorme e apaixonada torcida ao seu lado, mas havia abandonado as duas últimas corridas. David Coulthard, vice-líder, 50 pontos, vinha de boa sequência de pódios e buscava finalmente bater o companheiro, o finlandês Mika Häkkinen, terceiro colocado, 48 pontos, bicampeão, tentando se reerguer no mundial. Na sexta-feira, chuva torrencial, treinos parados por algum tempo (chegou a ter pneu quase aquaplanando no box) e trabalhos muito atrapalhados. Mas o Rubinho se deu mal mesmo foi no sábado.

 Expliquemos: nessa sexta de chuva, Michael Schumacher achou um muro qualquer da pista da floresta negra e estatelou seu carro. Teve que pegar o reserva. Até aí tudo bem. PORÉM, o brasileiro, na classificação de sábado, teve problemas elétricos e ficou quase 30 MINUTOS esperando a equipe consertar o carro do alemão pra ele se virar. Quando tudo acabou e ele voltou pra pista, a chuva, que veio com força na sexta, voltou. Ele ainda foi pra pista e ficou em 18º. De 20. Antepenúltimo. Até disse após o treino que queria “dormir no sábado e acordar diretamente na segunda”. Ali, as críticas ficaram ainda mais pesadas. Até se cogitou que Ralf Schumacher poderia substituir o brasileiro e formar uma dupla com o irmão, Michael, a partir de 2001 na Ferrari. Porém, o domingo seria diferente. E que domingo.

O sábado não foi o dia de Rubens Barrichello

 30 de Julho de 2000, Hockenheim, Alemanha. Com a boa briga pelo campeonato, a corrida prometia. A esperança do brasileiro que acordava e assistia pela TV, era algo parecido com: “Que Rubinho consiga alguns bons pontos. 1º lugar? Tema da vitória? Hoje? Não dá, é sonhar demais”. Mas o GP mostrou que seria atípico já na largada. Coulthard, o pole, que havia reclamado com os pilotos e a direção de prova de uma fechada (que ocorreu) de Schumacher (2º no grid) na França, fez exatamente a mesma coisa. Fechou a porta sem dó. O piloto da Ferrari, ao tentar desviar, reduziu e tentou uma tomada de curva diferente, mas acabou foi acertando a Benetton de Giancarlo Fisichella. Os dois abandonaram. Terceiro abandono seguido de Schumacher, segundo na 1ª curva. O campeonato, que parecia encaminhado, deu a impressão ali que acabaria pra ele, e (de novo) iria para a McLaren, especialmente com Häkkinen, que largou em 4º e assumiu a ponta na curva 1. Só não foi o grande beneficiado da largada porque, enquanto isso, lá atrás, Barrichello foi ganhando posição atrás de posição. Só na primeira volta ganhou OITO, pulando pra 10º. Com um carro bem acertado, foi passando todo mundo (com belas manobras, como em cima de Johnny Herbert), perdeu um pouco de tempo atrás de Pedro de la Rosa e Jarno Trulli, mas mesmo assim pulou pra 3º, e com o apoio da torcida alemã (sua vitória deixava Schumacher na ponta da tabela), foi embora. Mas aí a vantagem das McLarens já era de mais de 10 segundos. Parecia impossível alcançá-las. Parecia. Até que a sorte, que pareceu estar longe durante anos, inclusive naquele fim de semana, enfim virou para o brasileiro.

 De repente, no meio da prova, alguém na área de escape da pista. O estranhamento foi imediato. “Um piloto? Um fiscal? Não, é um maluco bêbado mesmo!”. Um funcionário francês, de 47 anos, resolver protestar sua demissão da Mercedes-Benz depois de 20 anos de serviços prestados ali mesmo, na casa deles, na pista de Hockenheim. Algo inédito. Quem acompanhava pela TV desligou e ligou de novo o aparelho, sem acreditar. Mal ele sabia que havia prejudicado as McLarens, carros abastecidos por motores... Mercedes (rá!), com a entrada do safety-car. Bela maneira de se vingar.
(Ah, só não foi perfeito porque ele foi processado pela Mercedes-Benz e pelo autódromo de Hockenheim.)


Um cidadão sóbrio


 “Tudo bem, legal, mas e aí? Barrichello continua 3º, mesmo com o carro de segurança”, pensava o telespectador/torcedor. Eis que veio o componente ideal pra Rubinho na corrida. A chuva.

 Ah, a chuva. Ela, que deu o ar da graça na sexta e no sábado, e só atrapalhou o brazuca, brincou de novo no domingo. Enquanto todos paravam para colocar os pneus intermediários, 4 tentavam ficar na pista com os pneus de pista seca, já que apenas o trecho final, o famoso “Stadium”, estava molhado (toda a outra parte, dentro da floresta, estava seca). Coulthard quase rodou e trocou os pneus. Ricardo Zonta saiu da pista e abandonou. Heinz-Harald Frentzen teve problemas mecânicos. Só sobrou um. Rubens Barrichello. Enquanto a Ferrari se aprontava e implorava por sua entrada pra troca de pneus pelo rádio, ele foi teimoso. Sabia que era a única chance de vitória. Arriscou. Deu certo.

 A pista foi ficando melhor, ele foi se adaptando (anda muito bem na chuva), e Häkkinen parou de tirar a diferença de forma estrondosa. Chegaram as voltas finais. Buzinas tocando. Ele trazendo na ponta dos dedos com a pista molhada. A explosão. A consagração. Depois de quase 7 anos de agonias, esperanças jogadas fora, tentativas que ficaram no quase e muita dor, a tão sonhada vitória chegou. Rubens Barrichello vencia sua primeira corrida na Fórmula 1. A palavra “vencer” passou a estar ligada novamente ao Brasil na categoria. A inesquecível narração de Galvão Bueno era carregada de emoção (depois da final da Copa de 1994, aquele foi o maior momento de êxtase do esporte brasileiro, sem dúvida alguma). Em casa, o torcedor saía do chão, gritava, se emocionava, chorava de alegria. Foi um dos melhores dias da história do Brasil na F1.

Abaixe o volume na parte do Stadium


 Depois, os parabéns. Schumacher (que manteve a ponta do campeonato). Os chefes, Jean Todt e Ross Brawn. Funcionários da Jaguar (lembra que ela era Stewart?). Da Jordan (onde ele começou a carreira e correu por 4 anos). Da Arrows. Até dos rivais, a McLaren. No pódio, o retrato da luta e da emoção. Rubens, ao ouvir o hino nacional, desmonta em lágrimas com a bandeira do Brasil na mão. Levantado por Häkkinen e por Coulthard ali mesmo, sorri. Vibra. Extravasa. Era a resposta às criticas. De tachado de “pé-de-chinelo” à grande consagrado no lugar mais alto do pódio. Fazendo o hino brasileiro tocar de novo. Não poderia ser melhor.


 Tá vendo, Rubens? Não precisava ter ido dormir no sábado e pular direto pra segunda. Teria perdido uma aventura épica. E nós também.

 (O texto sai no dia do tetracampeonato da seleção alemã de futebol, mas não relembramos um GP da Alemanha por isso. Foi simplesmente coincidência. O texto já estava esperando sua hora. E o dia foi mais que oportuno.)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Corridas Históricas - F1 #1 - GP Brasil 2008

Os candidatos ao título naquele Grande Prêmio
 Alô, galera do bem e do mal da internet. Este blog aqui não foi criado para fazer o que muitos fazem, debater, comentar e até criticar categorias. Aqui a finalidade é única: relembrar corridas históricas. F1, NASCAR, IndyCar, WRC, MotoGP, até controle remoto serve (aí também é forçar a barra). Começamos com um que, além de histórico, é recente. Todos lembram daquela passagem "final de Outubro-início de Novembro" de 2008.

 Naquele ano a Fórmula 1 viveu uma temporada espetacular. Corridas incríveis (Austrália, Mônaco, Canadá, Inglaterra, Itália, Japão e por aí vai...), e uma briga que começou com vários pilotos (Hamilton, Räikkönen, Massa, Kubica, até Heidfeld e Kovalainen) e foi afunilando, afunilando, afunilando, até sobrarem dois. De um lado, Felipe Massa, que trazia a esperança de um título brasileiro que não vinha desde Ayrton Senna em 1991. Do outro, Lewis Hamilton, que tentava não só o 1º título britânico desde Damon Hill em 1996, mas também ser o primeiro negro campeão da categoria e esquecer o final traumático de 2007, quando como novato, jogou o campeonato que tinha na mão na lata de lixo sem pudor. Era a chance de se redimir ou se consagrar como "amarelão".

 Depois de uma disputa impressionante, com grandes exibições e erros e azares absurdos, inacreditáveis dos dois lados, eles chegaram pra decisão na última corrida da temporada, em Interlagos, São Paulo, Brasil. O clima era incrível. Nunca se falou tanto da F1 aqui desde a tal da "era Senna". As vantagens pra Massa, além da torcida, eram o clima, já que a previsão pra aquele fim de semana era de tempo instável (típico da região), o que diminuía a vantagem da McLaren (apesar do equilíbrio, os ingleses chegaram melhores naquele fim de ano), a ''ajuda'' do companheiro de equipe (Räikkönen é muito superior a Kovalainen) e o fato de ter tido grandes desempenhos nos anos anteriores nos dois anos de Ferrari em casa (pole e vitória em 2006, pole e 2º lugar em 2007). Para Hamilton, o "melhor carro" e a enorme vantagem de 7 pontos na liderança. Como eles estavam empatados em número de vitórias (primeiro critério de desempate até hoje), se Massa ganhasse a prova, Hamilton teria que chegar em, pelo menos, 6º lugar. Algo que, para muitos, era inimaginável.

 Na sexta feira, pista escorregadia. Massa foi 2º, Hamilton 9º, situação que daria o título ao brasileiro numa corrida. No sábado de manhã, com pista bem seca, Hamilton foi 2º e Massa 4º. Aí a tensão se instalou. "Na mesma situação da classificação, se isso aconteceu, será que vai dar errado?", pensava o torcedor. Ledo engano. A tarde daquele sábado foi bem diferente.

Massa dominou a classificação e fez a pole naquele fim de semana
 Massa foi muito bem, botou pra quebrar e voou naquela classificação. Quando foi ameaçado no fim do Q3, voltou pra pista e marcou um monstruoso 1min12s368. Hamilton fez o 2º tempo, mas caiu pra 3º com Kimi Räikkönen e pra 4º com Jarno Trulli (grande surpresa do treino com a 2ª posição). E o inglês quase caiu pra 5º com o companheiro Heikki Kovalainen (depois, os replays mostraram que Hamilton errou na curva 4 em sua última volta cronometrada). A briga tomou ares de filme de Hollywood. A esperança renasceu. O domingo seria marcante. Ah, aquele domingo.

 2 de novembro de 2008. Um dia que entraria para a história. Uma briga de titãs. Um tentava um título que seu país não conseguia há 17 anos. O outro tentava um título que seu país não conseguia há 12 anos. Eu, você, todos nós (pelo menos a grande maioria) grudamos na TV naquele dia. As horas pareciam não passar. O clima continuava seco, mas diferente do céu azul de sábado, haviam nuvens. Muitas nuvens. Até que, faltando pouquíssimos minutos para a corrida começar, aconteceu.

 Pra você que assiste F1 pela Globo (não se engane, apesar de só a Globo transmitir ao vivo por aqui, muita gente assiste na internet com links de redes de TV de vários outros lugares do mundo), já sabe da manjada história do clima do GP Brasil, especificamente das "nuvens que vem da represa" e que ''a vovó do Rubinho é quem conhece de onde vem a chuva em Interlagos''. Pois é, a chuva que vem da tal da represa desabou sem dó na pista. Todos tiveram que trocar pneus. A largada foi atrasada até, em 10mins.

 Depois da espera, começa a corrida. Enquanto Massa e Hamilton mantém as posições, o S do Senna encerra uma carreira. David Coulthard, que corria na Red Bull (ela só começou a pintar no pelotão da frente em 2009), foi tocado pela Williams de Nico Rosberg e rodou, acertando a outra Williams de Kazuki Nakajima e abandonando sua última corrida na F1. Nelsinho Piquet rodou na curva 3 e também abandonou, fazendo o pai, o grande Nelsão, vazar mais cedo do circuito.

 A corrida foi passando, Massa mantendo a ponta (quase) sem ameaças, Hamilton depois da 1ª parada se embananando com o Fisichella de Force India (pior equipe do grid na ocasião), Trulli se enrolando (como sempre), e a chuva lá, ameaçando. Eis que ela resolveu bagunçar tudo.

 Faltando menos de 10 voltas para o fim, a tal chuva que vem da represa caiu de vez. As trocas para os pneus intermediários foram acontecendo aos poucos. Massa manteve a ponta, Alonso 2º, Räikkönen 3º, Timo Glock 4º, Hamilton 5º, Vettel 6º. "QUEM EM 4º? COMO ASSIM? QUEM É ESSE CIDADÃO?'', muitos pensaram.

 Expliquemos. A Toyota, sempre ela, resolveu aprontar de novo e deixou seus pilotos, Glock e Trulli, de pneus de pista seca quando a chuva caia pra ver no que dava. Eles subiram e causaram o alvoroço. E eles não perderam taaaaanto tempo assim. Eram piores do que os outros naquelas condições, mas não um horror. E aí as esperanças se renovaram, com Hamilton em 5º e uma jovem promessa, um tal de Sebastian Vettel (conhece?) em 6º. Ele, que pegou uma boa STR e fez milagres em 2007 e 2008 (o resto nem precisa falar), fez Interlagos virar Hockenheim. Se o alemão passasse o inglês, Felipe campeão. Quem diria, o brasileiro, que tanto odiou um alemão, agora torcia pra dois.

 E não é que deu certo? Faltando 3 voltas para o fim, Hamilton se embanana com o retardatário Kubica, erra e dá o 5º lugar a Vettel. Euforia. Emoção. Choro. Alegria. Histeria. Brasil campeão de novo, tirando 7 pontos de vantagem pro líder, depois de 17 anos, em casa. Não podia ser melhor.

 Última volta, Massa cruza a linha e ganha o Grande Prêmio do Brasil de 2008. BRASIL, FINALMENTE CAMPEÃO MUNDIAL DE FÓRMULA 1. ACABOU A SECA, O CHORO, A REVOLTA, É TUDO NOSSO!

 A euforia durou 35 segundos.

O autor desta foto merecia um troféu
 Na última volta a chuva apertou, e as duas Toyotas perderam terreno. Era questão de tempo saber quando o bonde ultrapassaria o piloto alemão.

 O destino foi cruel. Muito cruel. Foi na última curva. Da última volta. Da última corrida.

 Os dois (Vettel e Hamilton) ultrapassaram Timo Glock. Cruzam a linha. Torcida vibrando. Ferrari vibrando. Família do Massa vibrando. Tudo acabou quando chegou a notícia da ultrapassagem do piloto da McLaren. Euforia, emoção, choro, alegria e histeria viraram tristeza, decepção, incredulidade. Ninguém acreditava no que via. Lewis Hamilton, campeão mundial de 2008. O primeiro negro campeão da categoria. Esqueceu o final traumático de 2007. Se redimiu.

 Naquele instante, o brasileiro, que sempre crucificou o vice, passou a admirá-lo. A raça, o talento e a determinação de Felipe Massa deram a impressão de que o título brasileiro era questão de tempo e que a Fórmula 1 poderia ser novamente um esporte que atraísse atenções parecidas com o futebol, como na época de ouro (especialmente com Ayrton Senna). Infelizmente, o futuro mostrou que não. Rubens Barrichello voltou a brigar em 2009 e perdeu de novo pro companheiro de equipe, foi pra Williams marcar alguns pontos e parou, Felipe Massa quase conheceu a morte na Hungria e teve que ouvir um doloroso "Fernando is faster than you" em 2010. Foi 2º piloto da Ferrari por mais 3 anos e agora tenta recomeçar na Williams.

 Então, pelos mais variados motivos, o blog deveria ser aberto com esse GP. Vimos a história (e parte do futuro) serem escrita na frente dos nosso olhos naquele 2 de novembro, um domingo que poderia ter sido como qualquer outro, mas definitivamente não foi.

As vidas destes dois cidadãos mudaram drasticamente após aquele primeiro domingo de novembro de 2008